sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM: 10 COISAS QUE VOCE PRECISA SABER



Nos últimos dias tem se levantado e em diversos setores, movimentos e pastorais da Igreja, um crescente e constante interesse de jovens de todas as idades, pela Consagração Total à Santíssima Virgem pelo método de São Luís Grignion de Montfort, também conhecida como a Santa Escravidão. Consequentemente há um enorme interesse pela leitura do livro O Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, que trata sobre e apresenta o roteiro de da consagração. Isto é sinal de que o mandato evangélico, “E todas as gerações me proclamarão bem aventurada”, (Lc 2,46) está sendo observado e as promessas feitas por Nossa Senhora em Fátima já é uma realidade mensurável, “Enfim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.

A Igreja só tem a ganhar com essa “nova” realidade, pois o apelo à santidade e a busca por conhecimento da Santa Igreja e o engajamento na vida pastoral e evangelização de outros jovens, é marcante no ensinamento Monfortino. Mas infelizmente, nem sempre esse regozijo está estampado na face de todos os agentes de pastorais, muitos leigos ou clérigos tem se levantado contra a devoção e o método, seja por simples desconhecimento ou mera implicância, tentando minguar o entusiasmo juvenil. Para isso, resolvi catalogar dez informações importantes que você precisa saber sobre esta devoção. Não é, nunca, a minha pretensão construir uma apologética sobre a devoção ou sobre o santo, pois a própria leitura é uma peça apologética que dispensa qualquer comentário.

Vamos então aos tópicos:
Top 1 – No primeiro grau de importância, quero distinguir o livro e a consagração. Muitos me perguntam se podem se consagrar sem ter lido o livro ou se pode ler o livro sem se consagrar. Não necessariamente nessa proporção! O livro, como o título já diz, é um tratado, ou seja, uma obra que tem por fim levar ao conhecimento do fiel, os principais argumentos sobre como viver a verdadeira devoção à Maria. Eu diria que é uma leitura indispensável pra todo católico, devoto ou não, consagrado ou não. A consagração é uma consequência, uma resposta à leitura e ao compromisso feito de amar a Jesus mais perfeitamente por meio de Maria, logo é natural que alguém que o leia tenha o desejo de se consagrar, ao passo que, também não recomendaria fazer a consagração por esse método sem que se tenha lido a obra. 

Top 2 – Já são 300 anos desde que fora escrito e o seu fascínio não diminui, do contrario cada vez aumenta mais, sobretudo entre os jovens. O que muitos não sabem é que, Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, não é o título original do livro dado por São Luís Grignion de Montfort.  Esse título na verdade fora dado por editores posteriores centenas de anos depois quando o mesmo fora reencontrado. Segundo especialistas e catalogadores, o título original do livro dado pelo autor seria Manual para o Reino de Deus. Pelo título compreendemos que o real intuito de sua leitura  é preparar um povo bem disposto para propagar e viver o Reino de Deus.

Top 3 – Segundo relata o próprio São Luiz, Satanás atentaria violentamente contra esse projeto, justamente por seu conteúdo levar facilmente as almas a reconhecer e amar Jesus Cristo por intermédio de sua Mãe. “Vejo animais frementes que se precipitam furiosos para destruir com seus dentes diabólicos este pequeno manuscrito e aquele de quem o Espírito Santo se serviu para compô-lo, ou ao menos para fazê-lo ficar escondido no silêncio de um baú a fim de que não apareça” (T.V.D. 112). E cumprindo a profecia, o livro desaparecera por mais de 100 anos, alguns hagiográficos dizem que fora escondido pelo próprio demônio. Foi reencontrado sem capa, faltando as primeiras e as últimas páginas, daí fora dado o atual título. 

Top 4 – A consagração à Maria não é de propriedade de São Luiz Maria de Montfort, nem das congregações fundadas por ele! Devemos lembrar que a Escravidão à Jesus por meio de Maria é apenas um método, dentre outros diversos, o consagrar-se a Mãe de Jesus faz parte do depósito da tradição dos santos e da Igreja de sempre. Ao que me parece, o pregador iniciou a sua jornada, inicialmente promovendo o santo Rosário e a devoção Mariana, muitos se convertiam diante de seu inflamado sermão e imediatamente procuravam-no em busca de direcionamento, por sua vez ele recomendava que fossem firmes no Santo Rosário, e isso já era a consagração. Com o passar dos anos, por causa dos inúmeros frutos, foi formulando um método que resumisse o que ele ensinava. O próprio Santo relata histórias de santos e santas consagrados e diversas devoções de consagração anteriores a ele. Os primeiros relatos da consagração à Escravidão à Jesus por Maria se encontra na vida de São João Eudes. São Domingos de Gusmão por exemplo, promovia a consagração por meio das Confrarias do Santo Rosário, os Jesuítas promoviam Congregações Marianas, mais conhecidos como os “congregados marianos”, uma verdadeira escola de Santos. O que São Luiz fez foi compactar essas boas práticas de consagração e formular um método que ficou famoso justamente por contemplar uma grande eficácia e praticidade, além dos inúmeros frutos, é claro!

Top 5 – Qualquer leigo pode e deve consagrar, não é só para celibatários ou religiosos e nem somente para os leigos. É evidente que a castidade deve ser vivido em todos os estados de vida, é sempre uma virtude e graça como auxilio na caminhada. Porem devemos alertar, que nem mesmo o pecado desabona a consagração. A verdade é que a consagração nos ensina e nos dá ferramentas pra se viver a santidade. Se caiu no pecado, levanta, corre para o confessionário e bola pra frente, você não deixou de ser um consagrado por isso. Aqui vale lembrar que o convite à santidade é uma marca expressiva para os que querem ser consagrados, independente do seu estado de vida, condição social ou vocação.
Top 6 – “A Escravidão à Jesus por Maria” segundo o método de São Luiz Maria de Montfort, nada mais é que um convite à reforçar os votos batismais, nem precisaria da consagração se todos nós os batizados fizéssemos lembrança do que nos comprometemos no batismo. Somos convidados a renovar sempre as promessas batismais, a renunciar o pecado e ao demônio principio e autor de todos os males. Somos convidados a renovar e defender nossa fé na Santa Igreja Católica e os demais parágrafos de nossa profissão de fé.

Top 7 – Não, você não é obrigado a rezar o Rosário diariamente, condicionando se vai permanecer ou se vai perder a consagração! É claro que nossa própria consciência nos levará a rezar um pouco mais do que rezamos, afinal de contas “a quem muito foi dado muito será cobrado”, mas contudo, Deus não estabelece limites e condições. São Luiz está muito mais preocupado na maior interioridade com Maria e Jesus do que em multiplicar o numero de rosários que se reza. Leia o livro com atenção e verá que além do Rosário, há outras devoções recomendadas para mantermos essa união com Cristo e sua Santa Mãe, bem como, a Oração do Angelus, A Ave do Mar Estrela, as ladainhas, a Coroinha de Nossa Senhora e outros.

Top 8 – Não, você não é obrigado a usar a cadeia! Calma, deixa eu explicar! A lógica aqui é a mesma do item anterior. A cadeinha, é uma corrente com cadeado, que o fiel coloca no braço, na perna ou na cintura, sinalizando sua pertença à Senhora e à Jesus, proposto por São Luiz. Esses são os elementos externos da consagração, a interioridade deve ser muito mais levada em consideração e ocupar o trono de nossas ambições. Mas preciso dizer também, que se é um método, com todas as suas características, por que não fazer como se propõem? Se for pra consagrar e não valorizar esses elementos externos, não há problema em procurar outro método de consagração simples, e vale lembrar que esses elementos nos valem didaticamente para nos lembrar e são sinais visíveis de nosso proposito.

Top 9 – Padre Gabriele Amorth, conhecido exorcista e demonólogo do Vaticano, relatou recentemente, que num exorcismo ministrado por ele, o demônio foi obrigado a confessar que o livro “O Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, é um dos livros mais odiados por todo o inferno, por que todos os que têm acesso a essa obra, além de se tornarem consagrados à Maria que é a causa de sua perdição, esses tornam-se verdadeiros combatentes do inferno. Esse Top 9 serve pra incentivar você que tem tido o desejo de se consagrar e até hoje tenta tomar ânimo de o fazer, não se engane, esse desânimo pode ser uma tentação do demônio para te impedir de desfrutar desse deleite.

Top 10 – Há diversos relatos na vida dos santos que foram influenciados por essa obra e se comprometeram com a consagração, São João Maria Vianney, São João Bosco, São Domingos Sávio, Santa Terezinha, Santa Gema Galgani, São Pio X, São Pio de Pietrelcina e tantos outros santos e santas do nosso tempo. Há um relato na história de Santa Gema que um dia aparecera em seu leito um exemplar do Tratado, os amigos e familiares perguntaram-na quem havia deixado o livro ali e ela com muita tranquilidade disse: “Nossa Senhora quem me trouxe o livro!” e muito testemunharam que naquela tarde ninguém entrou no quarto. Mas nunca poderia deixar de citar o grande São João Paulo II, que não só era um consagrado, como usava a cadeia, e declarou por diversas vezes que o Tratado era o seu livro de cabeceira, declarava sua grande afeição à São Luiz e o colocou o “Totus Tuus” como o lema de seu pontificado.  No 50º de sua ordenação, em seu discurso ele nos deixou esse incrível testemunho: “Houve um momento no qual de certa forma pus em questão o meu culto por Maria considerando que ele, dilatando-se excessivamente, acabasse por comprometer a supremacia do culto devido a Cristo. Então serviu-me de ajuda o livro de São Luís Maria Grignion de Montfort com o título Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem. Encontrei nele a resposta às minhas perplexidades. ”.  
 
Curiosidade: Frei Galvão, o Tratado e a sua Escravidão: 
Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, o primeiro santo brasileiro, que se consagrou a Nossa Senhora em 17664, segundo o método do Tratado, 50 anos depois da morte de São Luís Maria. Se conhecermos a história do Livro, saberemos que este foi um fato extraordinário. Pois, hoje em dia temos o Tratado publicado por várias editoras, em vários idiomas, mas naquela época este verdadeiro Tesouro de espiritualidade mariana estava escondido no fundo de um baú. O manuscrito do Tratado só foi encontrado em 1842, 76 anos depois da consagração de Frei Galvão. O Santo brasileiro muito provavelmente teve acesso aos ensinamentos do Santo de Montfort através de alguém que veio da França para o Brasil.

Sites e links indicados para consulta e conhecer melhor a Devoção à Santa Escravidão e a Consagração Total 

http://consagrate.com/

https://padrepauloricardo.org/blog/a-vida-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort

http://www.arcademaria.com/index.php?option=com_content&view=article&id=531:a-vida-de-sao-luis-maria-grignion-de-montfort&catid=16:geral&Itemid=44&lang=pt

http://www.padrerodrigomaria.com.br/a-santa-escravidao-de-amor/

http://blog.cancaonova.com/tododemaria/6a-campanha-de-consagracoes-a-maria/

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