sábado, 2 de agosto de 2014

SÃO DOMINGOS E OS DOMINICANOS (DOMINI CANES): "OS CÃES DE GUARDA DA FÉ CATÓLICA"

                                                                       

A Igreja Católica comemora no dia 08 de Agosto a festa litúrgica de São Domingos de Gusmão o fundador da Ordem dos pregadores, (os Dominicanos). O São Domingos está entre os santos mais populares da Igreja Católica, porem o que poucos sabem é sobre a origem semântica do nome da Ordem dos Dominicanos por ele fundada. Há quem acredite, como esse que vos fala, que o nome Dominicano venha de uma derivação do nome de seu fundador Domingos, como acontece geralmente em outras congregações católicas, Franciscanos de São Francisco, Agostinianos de Santo Agostinho, Carmelitas do Carmelo e assim por diante. Com Domingos e sua congregação foi um pouco diferente e é o que veremos a seguir numa breve explicação.

Domingos de Gusmão (ou Dominique) nasceu em 1170 em Caleruega, filho de Félix de Gusmão e Juana de Aza que pertenciam a uma alta linhagem na Espanha. Sua mãe antes de ele nascer teve um sonho misterioso, numa visão lhe aparecera um cachorro que trazia na boca uma tocha acesa que irradiava luz sobre o mundo inteiro, quando a criança nascera, a mãe lhe colocou o nome de Domingos em homenagem à São Domingos de Silos, e muito logo, viu seu sonho tornar-se incrível realidade, efetivamente, São Domingos  veio a  ser uma luz extraordinária de  caridade e de zelo apostólico, que dissipou grande parte das  trevas das heresias e restabeleceu a  verdade em milhares de corações vacilantes.

Aos seis anos, seus pais lhe confiaram à direção de um tio sacerdote e reitor de uma igreja em Gumyel onde tivera os primeiros passos no campo das letras e da linguagem. Concluiu com o tio-padre um curso básico de sete anos aprendendo as funções praticas da vida litúrgica, como o acolitato, o enfeitar os altares e os cânticos litúrgicos. Ao termino do curso básico transferiu-se para Valencia, cidade episcopal no reino de Leon, ali existia uma universidade onde o jovem Dominique continuou os estudos aprofundando-se na arte retórica, bem como na teologia e na filosofia, vindo a ordenar-se sacerdote da santa Igreja. 

Domingos de Gusmão ganhou fama de santidade ainda em seus primeiros anos de sacerdote, era um zeloso guardião dos pobres, dos órfãos, dos doentes e das viúvas, mas o seu grande destaque era mesmo no púlpito, desenvolveu um zelo extraordinário, como pregador, acumulando grandes e importantes conversões para a igreja de seu tempo, além de ser considerado “o terror dos hereges”. Com apenas vinte e quatro anos era considerado um dos mais competentes mestres da vida interior. Dom Diego de Asebes, bispo de Osma, conhecendo os brilhantes dotes de Domingos, convidou-o a incorporar-se ao cabido da diocese, esperando desta aquisição uma reforma salutar do clero. O prelado não se viu iludido nas suas previsões. Domingos em pouco tempo, foi objeto da admiração de todos, como modelo exemplaríssimo em todas as virtudes cristãs.

http://ocatequista.com.br/wp-content/uploads/2012/06/cao_tocha_dominicano.jpgUm cachorro, de olhar sereno e de prontidão com pequeno galho na boca a olhar o santo de pé é a imagem mais comum da representação de São Domingos nos altares, e é aí que vem a origem semântica do nome comumente dado à Ordem dos Irmãos Pregadores (O.P) por ele fundada. O sonho de sua mãe, do cão segurando uma tocha acesa que iluminava o mundo fora assumido como uma visão profética e lema de sua vida sacerdotal e sempre vinha à tona em suas mensagens ao público ou nas reflexões pessoais. O termo Dominicano vem de uma variação etimológica da expressão em latim domini cane, numa tradução ao pé da letra seria, os cães do Senhor, ou os cachorros de Deus

A inspiração do carisma de fundação de São Domingos era o desejo de que ele e seus confrades fossem uma comunidade de irmãos obedientes e fiéis à Santa Igreja como o cachorro é fiel e obediente ao seu dono. Também a fidelidade do Dominicano poderia ser entendida e almejada no sentido mais ativo, como um cão guardador, de sempre proteger o seu dono custe o que custar. Um cachorro fiel ao seu dono se vê no dever de atacar todo e qualquer que se coloca como ameaça para o seu cuidador. Fundada em 1216, esses homens eram conhecidos como de grandes virtudes, homens de visão de mundo e exímios pregadores e apologistas.

São Domingos morreu no dia 06 de agosto de 1221, na idade de 51 anos. Numerosos milagres por seu intermédio, Deus se dignou de fazer. O Papa Gregório IX inseriu-lhe o nome no catálogo dos Santos, em 23 de julho de 1234. Muito concorreu para o culto de S. Domingos na Igreja Católica, a devoção do Santíssimo Rosário, de quem era grande Apóstolo. A Ordem dos pregadores, por ele fundada, deu à Igreja muitos Santos, entre estes o grande São Tomás de Aquino, Santo Alberto Magno, Santa Catarina de Siena, São Vicente Ferrer, o Papa Pio V.

São Domingo de Gusmão, cão de guarda da fé católica intercedei por nós, neste tempo em que tal graça nos é urgente!
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