segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O QUE É A IDEOLOGIA DE GÊNERO? Claudio Silva entrevista o professor Padre Jorge Alves


Click e assista o programa na íntegra:



Ideologia de Gênero - Conceito: Enquanto o termo “sexo” se relaciona à natureza e implica duas possibilidades (homem e mulher), o termo “gênero” é tirado da lingüística, na qual distinguem-se três variantes: masculino, feminino e neutro. As diferenças entre homem e mulher não corresponderiam a uma natureza dada, mas seriam meras construções culturais, “plasmadas” sobre papéis e estereótipos que em cada sociedade se atribui aos sexos, socialmente construídos.

A ideologia feminista de Gender se difunde a partir da década de 1960-1970. Sustenta que a feminilidade e a masculinidade não seriam determinadas basicamente pelo sexo, mas pela cultura.
O gênero é uma construção cultural; por conseguinte, não é nem o resultado casual do sexo nem é tão aparentemente fixo como o sexo.  Teorizando que o gênero é uma construção radicalmente independente do sexo, o próprio gênero torna-se um artifício livre de vínculos. Homem e masculino pode ser referidos tanto a um corpo feminino como a um masculino; e mulher e feminino, seja a um corpo masculino, seja a um feminino.

O “feminismo do gênero” (expressão usada por  Christina Hoff Sommers no livro Quem roubou o feminismo?) é uma ideologia que quer ocupar-se de tudo e segundo a qual a mulher norte-americana é escrava de um sistema patriarcal opressivo. Para Christina Hoff há a diferença entre as feministas de gênero e as feministas da igualdade que acreditam na igualdade legal e moral dos sexos.

Neomarxismo: Segundo Dale O’Leary, a teoria do feminismo de gênero baseia-se numa interpretação neomarxista da história. Tem origem na afirmação de Marx de que toda história é uma luta de classes dos opressores contra os oprimidos, numa batalha que se resolverá só quando os oprimidos tomarem consciência da sua situação, fizerem a revolução e impuserem uma ditadura dos oprimidos. A sociedade será, então, totalmente reconstruída e emergirá uma sociedade sem classes, livre de conflitos, que assegurará a paz e a prosperidade para todos.

Para a ideologia de gênero a realidade da natureza incomoda, perturba e por isso deve desaparecer. O que é natural não é necessariamente um valor humano. Toda diferença entre um homem e uma mulher é construção social. Não existem dois sexos, mas muitas “orientações sexuais”.

Papéis socialmente construídos

“Por gênero entende-se os  papéis e as responsabilidades da mulher e do homem determinados socialmente. O gênero é relativo ao modo como nos percebemos e acreditamos  pensar e atuar como mulheres e homens em virtude da estrutura social e não pelas nossas diferenças biológicas”. (Definição de um panfleto que circulou na reunião do Comitê Preparatório de Pequim. 1995). Para esses, o propósito dos defensores da perspectiva de gênero é chegar a uma sociedade sem classes de sexo. Para isso propõem desconstruir os relacionamentos familiares, a reprodução, a sexualidade, a educação, a religião e a cultura, entre outros.
Para Dale O’leary  o feminismo de gênero é um sistema fechado contra o qual não há como argumentar. Não se pode apelar à natureza, nem à razão, nem à experiência, nem às opiniões ou aos desejos das mulheres reais, porque segundo as feministas de gênero tudo isso é “socialmente construído”. Não importa quanta evidência se reúna contra suas idéias.

Papa João Paulo II disse: “A família, fundada e vivificada pelo amor, é uma comunidade de pessoas: dos esposos, homem e mulher, dos pais e dos filhos, dos parentes. A sua primeira tarefa é a de viver fielmente a realidade da comunhão num constante empenho por fazer crescer uma autêntica comunidade de pessoas”. (Familiaris Consortio, 18).

Numa audiência, Papa Bento XVI, nos exorta: “ Animada e sustentada pelo mandamento novo do amor, a família cristã vive a acolhida, o respeito, o serviço para com o homem, considerado sempre na sua dignidade de pessoa e de filho de Deus. E por fim, Papa Francisco em sua Mensagem para o 49º Dia Mundial da comunicações sociais  defendeu que “ A família mais bela, protagonista e não problema é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos”.

E no Brasil, a CNBB também tem se posicionado de forma precisa a fim de defender a família dessa artimanha politica que tem o fim de por em cheque a estrutura Judaico Cristã da família. “Um olhar especial merece a família, patrimônio da humanidade, lugar e escola de comunhão, primeiro local para a iniciação à vida cristã das crianças, no seio da qual os pais são os primeiros catequistas”.


Padre Jorge Alves FILHO, Mestre e Doutor em Teologia Pastoral com ênfase em Familia. 

Referencias bibliográficas:

LEXICON -Pontifício conselho para a Família
Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas. Impresso na gráfica das escolas salesianas. SP. 2002.
FAMILIARIS CONSORTIO. 20ª edição, 2007, Paulinas, SP.
A Família, o Trabalho e a Festa. Catequese preparatória para o VII Encontro Mundial das Famílias (Milão, 30 de maio a 3 de junho de 2012). Edições CNBB.
Comunicar a Família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor. Mensagem para o 49º dia mundial das Comunicações sociais. Papa Francisco. Paulus, Paulinas, 2015.
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