terça-feira, 28 de outubro de 2014

AS SETE DICAS DE XADREZ QUE VALEM PRA VIDA TODA!




O xadrez é um esporte incrível, no qual sou um grande apreciador, mas preciso ser honesto e confessar que sou ainda um amador na prática do mesmo, e tenho levado coro até de crianças, em partidas nas quais o universo inteiro conspirava ao meu favor, e eu ainda fiz o favor de levar um xeque mate de um pião, a peça de menor valor do tabuleiro. Mas o meu consolo é que alguns costumam dizer que os poetas e filósofos gostam mais de dizer das coisas do que tocá-las, como eu não fujo à regra, eu amo analisar, pensar, admirar e filosofar sobre o xadrez, talvez seja por isso que eu ainda não tive tempo pra ser melhor jogando.

Mas vamos ao que propõem o titulo desse artigo. Dentre os estudos que fiz sobre o referido esporte, encontrei dicas que me fizeram parar de ler ou jogar a partida e dizer: “Poxa vida... isso aqui eu vou pôr em prática em minha vida real!”, dessa forma selecionei aqui 07 dessas dicas que valem pra vida toda. 

Primeira dica: não entre numa batalha se antes não tiver planejamento para vencê-la. O xadrez é um jogo milenar, os indianos e chineses brigam até hoje pra decidir quem foram os inventores do esporte, mas numa coisa todos concordam, sem estratégia será impossível vencer uma partida. Jamais comece uma partida fazendo movimentos sem pensar. Há quem diga que o enxadrista Magnus Carlsen consegui magnificamente enxergar 20 jogadas à frente e prever quais são as intensões do seu oponente ainda no inicio do jogo. Quem planeja o que vai fazer quase nunca é surpreendido, e quando é pego de surpresa, com serenidade e maturidade enfrenta a citação desafiadora seja ela qual for.

Segunda dica: Um bom jogador sabe que não está imune à derrota, afinal de contas a vida não é feita somente de vitórias, temos que aprender a perder. No xadrez há uma prática de reconhecer a derrota e entregar o jogo ou propor o empate, aliás é considerado um gesto de grandeza reconhecer a derrota quando ela é eminente, justamente por causa da capacidade do jogador de enxergar à frente, vendo que não há muito o que fazer, ele entrega o jogo e encerra a partida. Veja bem, não se trata de se acovardar, é a atitude de nobreza de não insistir no que não vai dar resultado, inclusive, em jogos de competidores profissionais quase nunca se chega ao xeque mate, eles geralmente encerram as partidas quando se vê que fatalmente a vitória é do outro.

Terceira dica: mantenha-se bem posicionado. Proteja seus posicionamentos e questione-os sempre que possível. Ocupe pontos estratégicos do tabuleiro o mais rápido que puder. Não dê espaço ao inimigo, aliais, em primeiro lugar é primordial que você acredite que ele existe! No tabuleiro, avance com os piões e/ou os cavalos para o centro sem se deixar ameaçado pelos peões oponentes, o cavalo por exemplo tem sua real virtude nas primeiras jogadas, porque ele pode mais rapidamente chegar ao centro do tabuleiro. São essas posições é que garantirão melhor contra-ataque e melhores condições de defesa do rei e das peças principais.

Quarta dica: os melhores enxadristas e professores são unanimes em afirmar que a rainha é a peça de maior valor devido à sua capacidade de locomoção. Dizem que havia no olimpo uma mulher-deusa e Zeus resolveu dar-lhe o nome de prudência. A rainha é poderosa devido a sua agilidade em se locomover seja pra atacar ou se defender, mas é uma peça que requer prudência, pois por poder se mover por todo o tabuleiro, em qualquer direção e por quantas casas quiser a rainha pode ficar numa situação vulnerável podendo vir a ser capturada mais facilmente, aí já era... ser capturada no inicio da partida significa uma possível derrota.

Quinta dica: na vida real e também no xadrez, as vezes somos convidados a fazer sacrifícios por algo que consideramos valer a pena, no tabuleiro será preciso muitas vezes sacrificar peças pra ganhar outras ou simplesmente pra ganhar tempo. Muitas jogadas de xeque mate têm êxito quando entregamos por exemplo a rainha, para o sacrifício para encurralar o rei oponente. Porem é importante que saiba o momento certo do sacrifício e encontrando-o não hesite em avançar.

Sexta dica: estão entre as peças mais poderosas e valiosas do tabuleiro as torres e os bispos, porem ambas têm os seus pontos fracos, as torres no inicio do jogo são praticamente inúteis, pois as peças ao lado impossibilitam seu movimento e quanto aos bispos se se perder um deles dificilmente se chagará sozinho a um xeque mate, logo por mais forte que você seja, saiba que ainda que bem escondido, existe um ponto fraco e você precisa ser o primeiro a respeitá-lo.

Sétima dica: Especialistas dizem que a manutenção dos dois bispos no tabuleiro até o fim é o caminho mais certeiro para a vitória. Os bispos têm essa força, mas são dependentes de outras peças pra somar à sua força, sendo possível ao mesmo tempo se defender e atacar o rei oponente. Se os bispos tiverem acompanhado por dois cavalos a certeza é maior ainda, com certeza se não chegar à vitória, pelo menos dará muito trabalho para o outro jogador. Da mesma forma que na quinta dica somos impelidos a pensar nos sacrifícios que as vezes são necessários na vida, nessa dica consideramos que há valores na vida que vale a pena guardar e preservar até o fim, e simbolicamente poderia se dizer que os bispos é a fé e a religião que devem ser preservadas no coração, já os cavalos são os passos que precisaremos dar.

Espero que tenham gostado das dicas e quando forem jogar me convidem!
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