sábado, 26 de abril de 2014

VAMOS FALAR DE SEXO?



Reciclagem da vida Antes de mais nada, quero dar as boas vindas àqueles que chegaram até aqui através dos diversos mecanismos de busca do GOOGLE ou qualquer outro site de pesquisa, sinto muito por decepcioná-lo, mas não teremos aqui fotos, vídeos ou coisa parecida, se é que é isso que procuras. Trataremos aqui sobre a temática do sexo do ponto de vista semântico e conceitual, e veremos qual é a sua importância na vida do ser humano. Convido você a não fechar a pagina sem antes ler pelo menos mais dois parágrafos, juro que não irão se arrepender.



Segundo o Google Trends, “sexo” é uma das palavras mais pesquisadas na internet, sendo digitado no portal de busca aproximadamente 150.000.000 de vezes... isso mesmo, cento e cinquenta milhões de vezes a cada 26 segundos, ficando na frente de outras palavras como por exemplo, “amor”, “perdão”, “oração”, “homem”, “mulher” e outras mais. Mas o que procuram os internautas quando digitam a palavra “sexo” na internet? Procuram por sexo mesmo ou  procura pelos seus pseudônimos? 

A palavra tem sofrido diversas variações ao longo das décadas, e chegando a significados completamente contrários. Sexo vem do termo latino "Seccare" que quer dizer dividir, partir, cortar. O que esta etimologia, especificamente, pode significar é que a palavra "sexo" transporta consigo a marca da divisão, do corte, e da incompletude. Aristófanes narra-nos a história de uns seres originários (os seres andróginos), de natureza dupla, com quatro pernas, quatro braços, duas cabeças, dois corações e dois sexos. Eram seres de enorme força, inteligência e orgulho, pelo que decidiram desafiar os deuses na sua autoridade. 

Os deuses, porém, não podiam suportar a arrogância e o sentido de autonomia de semelhantes seres, pelo que, necessitando embora dos seus serviços, decidiram cortá-los ao meio, de modo a diminuir o seu poder e pôr fim ao seu orgulho. Nesta operação, participou não só Zeus, mas também Apolo, seu filho dilecto. Afirma Aristófanes "O umbigo que está constantemente abaixo dos seus olhos é a cicatriz dessa vivissecção constitutiva" (Brun, 1994: p. 174). Desde então, "cada metade, suspirando pela sua metade, ia ter com ela; abraçando os seus corpos, enlaçadas uma na outra, desejando ser um único ser, acabavam por sucumbir à inanição e, de um modo geral, à incapacidade de agir, porque nada queriam fazer sem a outra metade. Zeus transporta então os órgãos sexuais para frente do corpo de cada ser - enquanto estes estavam na face exterior do corpo - de modo a permitir o acasalamento que assegurasse a geração da espécie ou a satisfação dos desejos.


No livro de Gênese que narra simbolicamente o surgimento do homem e da mulher na face da terra, afirma que o homem foi criado a partir do pó da terra e a mulher veio em seguida para ser sua companheira, sendo extraída da costela desse homem. O livro ainda relata que naturalmente há no homem e na mulher uma atração um pelo outro que em certo momento os fará romper com as estruturas familiares de origem, para viverem juntos e formar uma nova de definitiva família. “por isso um homem deixará seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher.” (Gn 2, 24.). O texto bíblico tem alguma relação com o mito dos deuses relatado acima por Aristófanes, de certa forma, o Gênese afirma que essa atração entre homem e mulher é de fato pelo motivo qual um é parte do outro. “sereis uma só carne!”.

Os significados para a palavra sexo, segundo a língua portuguesa é de fato a divisão do gênero humano em machos e fêmeas, homens e mulheres. Essa definição é confirmada pela própria biologia genética do homem, resguardando as raríssimas exceções, que merecem é claro acompanhamento médico e psicológico, mas geralmente homem nasce com pênis, órgão sexual que determina a sua masculinidade, e a mulher nasce com vagina, órgão sexual que determina a sua feminilidade. Há uma corrente politico-filosófica que quer implantar a esses conceitos a ideologia de gênero, mas é uma ideologia que só tem ganhado notoriedade devido aos investimentos de fundações e instituições que defendem outros interesses que vão muito mais além da questão, porquê do ponto de vista conceitual nem deveria ter espaço para questionamentos, trata-se de uma verdadeira revolução semântica, como afirmou alguns especialistas.

A relação sexual, que subentende-se a pratica genital entre homem e mulher, ou seja, a interação dos órgãos sexuais masculinos em contato com os órgãos sexuais femininos, é uma prática que deve ser feita com responsabilidade e sempre aberta à procriação e perpetuação da vida humana, logo, entendemos que o ideal seria que a pratica sexual estivesse condicionada ao sacramento do matrimônio. Infelizmente hoje a pratica sexual está cada vez mais individualista e egoísta, visando apenas a satisfação pessoal, isso não é pratica sexual com dignidade, isso é pratica de erotismo. Diz o Catecismo da Igreja Católica que "a união do homem e da mulher no casamento é uma maneira de imitar na carne a generosidade e a fecundidade do Criador. (...) Dessa união procedem todas as gerações humanas." (Catecismo da Igreja Católica, 2335). Diz também o Catecismo que, pela sexualidade, “os esposos participam do poder criador e da paternidade de Deus.”

A Moral Católica ainda define a relação sexual entre homem e mulher, devidamente resguardados pelo véu do sacramento do matrimônio, como uma dádiva de Deus, e tem uma função dupla na vida do casal; ou seja, o carácter unitivo, para unir afetivamente o casal, e o caráter procriativo, para a procriação e perpetuação da espécie. Segundo o magistério da Igreja, um sacramento não é maior que o outro, logo o matrimônio tem igual importância para Deus como o sacramento da ordem e todos os outros. Se o padre tem o altar, como o centro de sua vida sacramental, o casal tem em sua câmara nupcial, ou pra ser mais exato, na sua cama o centro de sua vida sacramental matrimonial. O padre traz Jesus através do sacrifício eucarístico, e o casal traz a vida através da pratica sexual sob o véu do matrimonio.

Por isso, pra finalizar nosso texto, podemos afirmar que essencialmente o sexo não é maldição, não é promiscuidade, o sexo é bênção de Deus e deve ser vivido intensamente sob o véu do sacramento do matrimônio e a constituição da família.
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