quinta-feira, 10 de abril de 2014

DESVENDANDO O IMPASSE IDEOLOGIA DE GÊNERO VERSUS PNE EM UMA LAUDA



Nossos representantes federais mais uma vez aplicam a arte do “empurra empurra” e adia mais uma vez a votação do PNE, Plano Nacional da Educação, para o próximo dia 22 ou 23, depois da semana Santa, isso não é nenhuma novidade em nosso país, aconteceu com outras votações urgentes que entraram nesse cansativo processo de cansar o povo (redundância proposital), enquanto isso quem sai perdendo é a nação que corre sério risco de ficar mais um ano sem o plano nacional de educação.

Mas como eu disse não me espanto com essa jogatina de enxadristas que usam da mais infame estratégia de cansar o adversário até que o mesmo já não raciocine direito e passa a, enfadonhamente mudar as peças do tabuleiro sem muito pensar, porem o que me deixa ensandecido é a capacidade de alguns desses políticos, como é o caso do Dep. Jean Wyllys (PSOL-RJ), terem a audácia de dizer que o que está impedindo a votação é uma questão RELEVANTE que está atrapalhando o processo.

O que ele chama de relevante é a pressão que o governo tem sofrido por acordos firmados com organizações internacionais para implantar a ideologia de gênero nas escolas do Brasil, como ocorreu em muitos outros países, como por exemplo a França como denunciou Creomar Baptista ao site Midia sem Mascara. Diversos setores da sociedade, incluindo os religiosos, apontaram para os perigos de tal ideologia para o atual conceito de família, resguardados pela nossa constituição. O cerne da discursão consiste no fragmento do paragrafo do texto que insiste em dizer: "São diretrizes do PNE a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual". Porem a redação proposta pelo relator fora construída juntamente com movimentos sociais, organizações da sociedade civil, entre outros grupos, ao longo de três anos de discussão, onde já definido e aprovado a substituição do termo “... com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual” por uma expressão mais abrangente, que assim ficaria: "São diretrizes do PNE a superação das desigualdades educacionais, com ênfase na superação de todas as formas de discriminação". 

Se a questão fosse tão relevante, como afirmou o deputado que durante a sessão de pronunciamentos fez questão de culpar os religiosos presentes por impedirem o progresso, se contradiz ao afirmar ser o maior defensor dessa causa na casa, e de fato é, e tem feito intervenções desde a primeira votação e sem contar é claro que tem veemente se manifestado a favor dessa implantação através das redes sociais e programas de auditórios. A contradição não parou por aí, o parlamentar também se pronunciou desfavorável em manter o texto anterior que propõem uma expressão mais abrangente e sem ambiguidades, e ao mesmo tempo defendeu que “A escola é um lugar de diversidade". Mas não é justamente devido a essa diversidade é que o texto precisaria ser mantido na forma mais abrangente, enfatizando todo tipo de discriminação?

Quando um orador faz uso de tal falácia, ou seja, de diminuir o discurso do outro para evidenciar o seu posicionamento, é ser idiota (no sentido clássico) duas vezes, ou seja, se eu preciso afirmar que o discurso do outro é de pouco valor e com isso desnecessário, só o fato de fazê-lo já me diz duas coisas: ou eu sou um retardado elaborando celebres discursos para convencer o inútil de sua inutilidade, ou tal discurso não seja tão desvalorizado, pois foi preciso formular no mínimo uma refutação contra ele.

Mas como diria Gabriel o pensador, “enquanto os nossos governantes vão boiando sorridente, vamos rimando, bola pra frente!”
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