quinta-feira, 20 de março de 2014

PEDIDO DE VISTA ADIA VOTAÇÃO DO RELATÓRIO DO PNE NA CÂMARA

 



Pedido de vista coletivo, de deputados da comissão especial da Câmara que analisa a proposta do Plano Nacional de Educação (PNE), adiou nesta quarta-feira a votação do parecer apresentado pelo relator da matéria, deputado Angelo Vanhoni. Agora, a votação terá que aguardar o prazo mínimo de duas sessões ordinárias do plenário da Câmara. O ministro da Educação, José Henrique Paim, disse que espera a aprovação do PNE, no Congresso Nacional, até o mês de abril. "Esperamos que seja aprovado rapidamente e que os municípios se apropriem do seu conteúdo. O Congresso está trabalhando na direção de aprovar até o mês de abril", disse.

O PNE estabelece metas para a educação, a serem cumpridas nos próximos 10 anos. Entre as diretrizes estão a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar. O plano também destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação – atualmente são investidos no setor 5,3% do PIB brasileiro. O projeto tramita no Congresso há três anos.

A sessão ainda foi marcada por manifestações contra e a favor do ponto que prevê a inclusão das discussões de igualdade de gênero e de orientação sexual nas escolas. 

 Pela manhã, cerca de 2,5 mil professores de todo o país se reuniram em frente ao Congresso com faixas, cartazes e apitos em um ato por melhorias na educação. De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Leão, as principais demandas incluem o cumprimento da lei do piso, a votação imediata do PNE e a destinação de 10% do PIB para a educação. Aprovado na Câmara em 2012, o PNE voltou à Casa após ter sofrido alterações no Senado. Após ser aprovado na comissão especial, o relatório ainda precisará ser examinado pelo plenário.


OPINIÃO: 

Mais uma vez é adiada a votação do PNE no Senado, devido ao pedido de vista, ou seja, que as reivindicações e  estratégias para a educação no Brasil para os próximos 10 anos sejam mais minuciosamente analisadas para o bem comum tanto dos profissionais envolvidos, quanto para a sociedade em geral que é a principal beneficiaria, isso de fato é necessário visto que além das diretrizes o plano prevê investimentos para o setor, que sairá dos cofres públicos, e deve ser muito bem aplicado e fiscalizado.

O fato é que não é somente dinheiro dos investimentos que está em jogo, está em jogo também que tipo de educação o governo está propondo aplicar em nossas crianças e jovens que são os futuros formadores de opinião. Uma educação com valores distorcidos e uma falsa ideia de liberdade sexual. A questão da implementação da Ideologia de Gênero, (e não simplesmente igualdade de gênero como fora dito pelo jornalista no artigo acima) nas salas de aula, faz parte das diversas propostas de diretrizes para o plano nacional. 

Pelo que parece, apesar da manifestação de vários setores da sociedade, inclusive centenas deles presentes ontem no decorrer da votação, a questão lamentavelmente não faz parte das prioridades de nossos representantes. Resta-nos rezar pela nossa nação, é claro que continuaremos a protestar e apontar as nossas opiniões desfavoráveis, mas pelo decorrer da carruagem a aprovação é só uma questão de tempo, até porque, segundo eles a questão é tão relevante que dificilmente terá um pedido de vista para revê-la mais criteriosamente e ter que retardar ainda mais a decisão tão esperada pelos profissionais dessa área.

Deus nos abençoe!
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