sábado, 15 de fevereiro de 2014

SOBRE AS INVESTIGAÇÕES DA MORTE DO JORNALISTA SANTIAGO! (JÁ DEU NÉ...!)



 
 
Como devem saber, não é de meu costume usar como vocabulário tais expressões “chulas” do nosso riquíssimo dialeto brasileiro, (pelo menos em texto escrito, no qual privo pelo português mais próximo da norma padrão.) Mas foi exatamente a expressão que me veio à mente no momento em que ouvi o delegado de polícia afirmar essa semana em rede nacional: “- Continuaremos avançar nas investigações sobre o que levou à morte do jornalista Santiago!”. Na boa... já deu né... Investigar mais o que? Será que já não está claro com as imagens que foram de fato os dois jovens os autores dos disparos dos artefato?

Permitam-me explicar a minha indignação. Expresso aqui meus sinceros sentimentos aos familiares, mas infelizmente ele não foi a única vítima dos protestos que viraram moda no Brasil desde o mês de Julho passado, outros civis também foram vítimas dos protestos, pelo menos seis morreram até agora em consequência da violência. O problema do Brasil é que as coisas só tomam evidencia na velha mídia quando a vítima é um jornalista ou quando é um policial. Será que somos menos importantes? Será que a morte do jovem Douglas Henrique Oliveira de Belo Horizonte que morreu também num protesto é menos importante pra não ter ganhado destaque nacional? E as duas mulheres atropeladas no protesto de Cristalina?

Faço minhas as reinvindicações da ONG Venezuelana Human Rights Watch (HRW) entregue ao governo nessa quinta feira pedindo urgência nas investigações das mortes nos protestos nessa nação e ao mesmo tempo pede que o governo seja imparcial e que os responsáveis sejam punidos. Que as reflexões e os debates em torno do acidente e morte do jornalista continue e se aprofunde, porem que seja de forma imparcial, não é o jornalista morto, é mais um brasileiro ceifado pelo incrível senso de liberdade e o senso de ausência de estado que povoa o imaginário dos jovens, mascarados (ou não) que vão na onda do protesto.

E será que a pergunta se encerra por aqui? Seria simplesmente: “quem ascendeu? quem entregou nas mãos de quem?” ou deveríamos nos perguntar quem comprou o artefato? Sabemos que tais protestos são patrocinados por partidos políticos que têm interesses que vão muito mais além do que trinta centavos de reajuste nas passagens. Outrora são patrocinados por grupos new-anarquistas que se oportunizam com o som das vozes autenticas que clamam por justiça. Esses sim é que compram as bombas e armam os jovens.

 
Deveriam também indiciar os artistas que fizeram os palcos do Rock In Rio 2013 como verdadeiro comícios de apologia ao anarquismo.  Tico Santa Cruz vocalista do Detonautas que vestiu a máscara usada nos protestos e incentivou os jovens irem paras as ruas com as mascaras, com um discurso enfurecido e uma fotografia que ganhou mundo. Não podemos esquecer também de incluir o ex-tropicalista Caetano Veloso que meses antes do evento posou de black Blocs em manifestação de apoio aos protestos contudo que fosse pacífico. (se é pra ser protesto pacífico porquê de usar a mascara?).

Mas é claro né... é melhor colocar logo os pivetes na cadeia a abafar o caso, e em seguida buzinar em nossos ouvidos até que fique bem claro que jornalistas não podem morrer enquanto estão trabalhando na cobertura da matéria sobre o protesto... o problema é dormir com esse barulho!!!
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