segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

BIG BROTHER BRASIL: CONHEÇA O PADRE QUE FORA REJEITADO NA PRIMEIRA EDIÇÃO POR SUA FIDELIDADE À CRISTO!



 
Caríssimos, o artigo dessa semana é fruto de uma leitura muito especial pra mim, de um livro que guardo em minha instante a sete chaves. Trata-se do livro “Big Brother Brasil - Traições à espiritualidade do cotidiano nos reality shows.” do escritor, jornalista padre missionário redentorista Rafael Vieira, lançado pela editora Santuário no ano de 2002. O livro é um texto de uma escrita excelente, rebuscada e de um teor filosófico muito apurado, que traz o retrato perfeito da pobreza intelectual de tais programas e de como esse artifício tem sido usado como pílulas venenosas contra as famílias e a juventude brasileira. O prefácio fica por conta da Psicanalista Maria Ida Fontenelle colunista do jornal Correio Brasiliense, que colaborou disponibilizando um de seus artigos sobre o tema. 

O livro parte do relato da experiência do próprio autor que fora um dos selecionados para participar da primeira edição do Big Brother Brasil 01, no ano de 2000. Em seguida o padre que também é Mestre em Comunicação Social e em Teologia Moral pela Universidade do Vaticano, passa a ilustrar os perigos dos programas de reality shows como armadilhas traiçoeiras que tem como terrível consequência o sequestro da espiritualidade do cotidiano.

 O CONVITE À RENUNCIAR OS VALORES DA FÉ CATÓLICA

 
“Aqui é da produção da TV Globo”. A moça era simpática e objetiva. Quis saber se eu era de fato padre católico e qual era minha opinião sobre alguns temas polêmicos como aborto e a contracepção. (pag. 9).
Padre Rafael Vieira relata passo a passo, logo nas primeiras paginas do livro como fora o processo de sua seleção e como foram feitos os contatos com a produção da emissora e por fim como fora dispensado a sua participação. Segundo ele, se escrever a um programa como esse, mesmo sendo padre e correndo os riscos das más interpretações, era uma oportunidade de, sendo um sacerdote da Igreja Católica, provocar reflexões produtivas que evidenciassem os valores da fé e da espiritualidade cristã e humana.

“Continuava encantado com a ideia de poder exercitar com um grupo de estranhos um delicioso programa de resgate da espiritualidade do cotidiano.” (pag. 10).

O autor garante que o programa é uma receita pronta, e uma formula bastante clara e as pessoas são obrigadas a se encaixar em tais perfis definidos e que devem se comprometer a fazer de tudo pelo ibope, tudo é válido, o voyeurismo, o forte apelo e a exploração sexual do corpo da mulher, a nudez, dentre outras coisas mais, ou seja, o ser humano é tratado como meras mercadorias de valor efêmero. (citação livre pag.15).

Ao ser indagado pela psicóloga que lhe aplicara os testes de aptidão, sobre qual seria a sua reação em situações curiosas e qual seria o seu maior medo, Rafael respondera prontamente que estava apavorado com a hipótese de prejudicar a Igreja com a sua participação, tinha medo de dizer e/ou se comportar dentro da casa de forma a pecar contra a boa fama da Igreja Católica, do seu Cristo e de suas conquistas. Ao final daquela entrevista, foi levado para outra sala onde a equipe reunida lhe fizeram inúmeros elogios, inclusive à sua fidelidade à sua religião, mas que apesar de todas as suas qualidades e de toda a equipe o considerar “ótimo” ele estava dispensado.

Caros leitores, além de recomendar a leitura desse livro, essa breve resenha tem como anseio principal despertar o senso crítico de nossos leitores sobre o “Big Brother Brasil e companhia limitada”, que apesar de todas as críticas tem resistido a mais de uma década na televisão brasileira. Em todos os países que foram lançadas as versões do programa não passaram da quinta edição, o próprio povo exigiu que o tirassem do ar. Agora eu me pergunto: onde estão aqueles jovens que movimentaram o Brasil através dos inúmeros protestos? Cadê as vozes das ruas? Onde estão as massas que se organizaram pelas redes sociais para protestar? Poderiam agora se unir para um grande boicote do programa e de outras programações da nossa TV exigindo com isso uma programação de melhor qualidade.
 
Nossos jovens descobriram o grande poder que tem essa mídia virtual e das redes sociais, os blogs e etc, mas infelizmente estão direcionando para a violência e a anarquia. Poderiam mostrar através desse boicote que são jovens que pensam e cultivam o senso crítico e não querem mais engolir essa programação chula e desprezível que ainda insiste em reinar nas televisões e nos nossos lares.


 Que a graça de Deus purifique nossas famílias!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...