sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O SUBENTENDIDO E O PRESSUPOSTO NOS POSICIONAMENTOS CONTRÁRIOS À MARCO FELICIANO!




Análise do discurso e a política!     

 

Estamos sofrendo em nossos dias uma verdadeira revolução cultural socialista e alguns pensadores católicos como Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr., Olavo de Carvalho, Professor Felipe Aquino, Professor Sidnei Silveira, Professor Carlos Nouguer e outros têm nos alertado quanto a essa manifestação sorrateira e perigosa, sobretudo na politica do Brasil. Minha intensão aqui não é discutir o fenômeno e suas politicas públicas, não me vejo com argumentos sólidos para fazê-lo, mas indico os autores citados acima que são especialistas no assunto e tem vários vídeos e textos postados na internet. Minha intensão aqui é analisar a desconstrução dos discursos desfavoráveis à implementação dessas leis contrárias à instituição família, esses contra-argumentos se valem da técnica do espantalho para desprestigiar a oposição através dos pressupostos e os subentendidos criados a partir de uma leitura pretenciosa e direcionada. Os discursos a serem analisados são os do Pastor e Deputado Marco Feliciano contra a PL 122. Caberia aqui falar também da mensagem subliminar que transita pela mesma via de linguagem, mas requer um trabalho mais apurado, prometo escrever posteriormente.


O deputado e pastor Marco Feliciano é sem dúvida uma das figuras politicas que mais fora citado nos últimos dois anos no Brasil, sobretudo através das redes sociais, devido às suas “polêmicas” declarações desfavoráveis às reinvindicações dos movimentos sociais a favor do casamento gay e do projeto de lei PL122. Seu nome e sua imagem atingiram por várias vezes os “Trending Topics” no micro blog Twitter, fora citado em várias outras redes sociais com chacotas, virou charge em quadrinhos de dezenas de jornais e revistas, fora citado em músicas de paródias e virou personagem para humoristas em toda a esfera nacional, depois de algumas declarações contendo fragmentos bíblicos, que fora interpretado pela massa (midiática) como afronta e manifestação de preconceito contra negros e homossexuais. 


Em primeiro lugar quero ressaltar o valor das manifestações populares deste contexto, é um forte sinal de democracia e consciência sobre os direitos à liberdade de expressão e os direitos básicos da população. Se um grupo se senti ferido em alguma tentativa de imposição politica deve mesmo questionar para que no mínimo o assunto venha a publico para ser discutido de forma mais clara e justa. Porem o que não pode acontecer é um grupo seleto que goza de privilégios no espaço midiático e o disputado direito à opinião, deturpar e distorcer a discursões para os seus interesses políticos, conduzindo assim a massa a pensar como querem que pensem, esse fenômeno é possível de ocorrer quando o publico em geral em sua grande maioria não cultiva um senso crítico e avaliem melhor o que se ouvi.


O fato é que o referido politico, cometeu alguns deslizes na execução de sua elocução que eu como um analista do discurso julgo como infelizes e desnecessários. Penso que o mesmo não teve um bom assessor para orientá-lo à melhor forma de colocar seus posicionamentos e o que acreditava ser o melhor para a sociedade na ocasião, mas isso não quer dizer que seus argumentos sejam ilógicos. Vale lembrar que Marco Feliciano é deputado Federal democraticamente eleito pelo numero suficiente de votos, logo, ele representa sim aqueles que o elegeu, além do mais, seus posicionamentos vão além de seu cargo político, é bem sabido que o mesmo é um renomado pregador neopentecostal do protestantismo, uma ala do cristianismo que herdou algumas importantes características do catolicismo, dentre elas a defesa da concepção de família natural através da ótica bíblica e tradicional, ou seja, o casamento entre homem e mulher. Essa não é uma guerra de Feliciano! Não é uma guerra dos evangélicos! Deveria ser uma guerra de toda humanidade que presa pela garantia de sua sustentabilidade nesse mundo, sobretudo é uma guerra que o catolicismo tem assumido desde os tempos mais remotos, contra essa cultura liberal que dura mais de dois milênios, e os evangélicos, são nossos importantes aliados fazendo assim as vezes de muitos católicos que por omissão preferem adotar a politica da boa vizinhança ao invés de ser profetas.


Tenho ouvido muitos desses católicos omissos, que além de não denunciar andam por aí nos altares e púlpitos das igrejas criticando o posicionamento do deputado. O que esses mesmos não sabem é que do ponto de vista linguístico, ao citarem o nome de Marco Feliciano criticando-o e o acusando de preconceituoso, ou simplesmente questionando seus posicionamentos, o que fica subentendido é que a sua opinião é favorável ao casamento gay, esse que supostamente seria objeto das “injúrias Feliciana”. Ao chacoalharem o espantalho dele construído e de seu discurso será difícil retirar o subentendido de que o faz por não concordar com as suas negativas quanto ao projeto de lei. Essa técnica é muito usada pela mídia, não é isso que fazem quando querem ver a manifestação popular sobre determinado assunto? Trazem-no a tona, criam e recriam seus espantalhos e os colocam na boca do povo para que opinem, porem suas opiniões foram maquiavelicamente construídas.

Sejamos cautelosos! Não devemos e nem precisamos concordar com tudo que é dito pelo religioso, mas quando o mesmo, na posição de político, defendi a causa que deveria ser nossa a obrigação denunciar, o mínimo que podemos fazer é apoiá-lo e dizer; “Nisso estamos de acordo!”. “Nisso me sinto representado!”
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