quinta-feira, 20 de setembro de 2012

REFLEXÕES SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II E A NOSSA IDENTIDADE CARISMÁTICA. parte 01


REFLEXÕES SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II E A NOSSA IDENTIDADE CARISMÁTICA. parte 01.

 É impossível falar de Renovação Carismática Católica do ponto de vista histórico sem nos remeter ao Concilio Vaticano II, não porque o movimento nasceu a partir do Concilio, na verdade esse deu sustentação pastoral-teológica para que o movimento crescesse e se desenvolvesse na vida da Igreja. Também torna-se necessário dizer que o movimento é de unânime aceitação dos cinco últimos papas das ultimas décadas, Papa João XXIII, Papa Paulo VI, Papa João Paulo I, Papa João Paulo II e enfim Papa Bento XVI.
Angelo Roncalli, o cardeal que veio a ser o inspirado Papa João XXIII, era segundo a maioria de seus colegas cardeais, um cardeal sem muitos atributos intelectuais que veio a ser indicado ao papado mais pelas suas boas experiências pastorais do que pelos conhecimentos teológicos. Esperava-se que o novo Papa, por ter a sua idade avançada, eleito aos 77 anos e uma saúde debilitada, seria um “papa de transição” sem muitas perspectivas ou ambições maiores. Extraordinário foi o tamanho susto dos príncipes da Igreja, quando esse Papa, três meses apenas do início de seu pontificado – e menos de um século depois do conturbado primeiro Concílio, bruscamente interrompido pela captura de Roma, convoca o Concilio Ecumênico Vaticano II. Diziam os meios de comunicação da época:
“Não se espere, porém, uma faxina pesada no Vaticano. Nas palavras do próprio papa, o Concílio servirá apenas para arejar a Igreja, para permitir que uma brisa fresca envolva uma instituição que parece manchada de bolor.” (Revista VEJA, outubro de 1962 )

A Igreja sentia a necessidade de uma profunda abertura à renovação espiritual. nas palavras do Papa , esse não seria um concilio doutrinário, mas a sua característica principal seria a abertura das portas da Igreja para que os ares do Espírito Santo adentrassem em toda a sua estrutura institucional e uma maior proximidade do Vaticano com os seus fieis. Na cerimônia de abertura o Papa abre os portões da casa de Pedro e inicia o seu sermão com uma ardente suplica ao Espírito Santo. “Faz com que deste Concílio brotem frutos abundantes: que a luz e a força do Evangelho se difundam cada vez mais na sociedade humana; a religião católica e o seu empenho missionário adquiram novo vigor”.
 
Em sua defesa acadêmica “RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA: O SOPRO DO ESPÍRITO SANTO”, no curso de teologia na FAPAS (Faculdade Palotina) Eliseu Alves de Oliveira, após uma consistente pesquisa na biografia de João XXIII afirma que, é possível levantar a possibilidade de que o Concílio Vaticano II possa ter sido uma espécie de profecia na vida do movimento carismático.
 
Nesse sentido, ao convocar o Concílio, acredita-se que João XXIII foi realmente inspirado pelo Espírito Santo, pois estava bem consciente deste acontecimento. Assim sendo, o que se-pode afirmar é que, quando João XXIII implorou ao Espírito Santo que renovasse a Igreja através de sinais e milagres, ele sabia que a experiência santificadora de um novo Pentecostes era possível, e com propriedade de quem viu essa manifestação de perto. Segundo o testemunho do Papa Paulo VI seu sucessor, quando Bispo, João XXII visitou diversas vezes uma aldeia da então Tchecoslováquia, na qual um grupo de carismáticos moradores da aldeia viviam permanentemente as graças de pentecostes, com certeza viu  por muitas vezes pessoas profetizarem, impondo as mãos uns sobre os outros, como geralmente acontece em nossos grupos de oração.

Para os estudiosos da RCC, um dos nomes mais importante para a compreensão do movimento carismático e sua concepção do ponto de vista do citado Concilio Vaticano II  é sem duvida o Cardel Suenens, que foi o responsável por defender a ação de Deus pelos carismas nas assembléias e conferencia conciliar. Diz o cardeal: “A Igreja e o mundo necessitam mais do que nunca que o prodígio de Pentecostes se prolongue na história [...] Para o mundo cada vez mais secularizado, não há nada mais necessário que o testemunho desta ‘renovação espiritual’ que vemos o Espírito Santo suscitar hoje em dia nas regiões e ambientes mais diversos.

Presado leitor, esse breve relato sobre o movimento da Renovação Carismática Católica e sua estreita relação com o Concilio Vaticano Segundo é só uma pequena contribuição para os que querem mergulhar a fundo em nossa espiritualidade e não se deixar levar por qualquer vento que insiste em assoprar inverdades ao longo da estória de nossa Igreja, estamos preparando uma pesquisa mais apurada e mais consistente para apresentar aos leitores. Fiquem ligados, Deus os abençoe!

 
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