terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aos 50 anos do Concílio Vaticano II, debates e polemicas marcam a força da Igreja frente os desafios da modernidade

"Antes de pensarmos em um Vaticano III, ou criticarmos o atual, ainda temos muito a viver e realizar do extraordinário patrimônio do Concílio Vaticano II".

 
Nunca se falou tanto de um Concílio como se fala atualmente do Vaticano II. As opiniões são as mais diversas possíveis, há quem o defenda com unhas e dentes e há quem consiga encontrar em seu interior erros e controlvécias. Independente de qual seja a opinião eu vejo todas essas articulações com bons olhos, sobretudo depois de um conturbado Concilio Vaticano I, que devido a sua radicalidade histórica e confirmações de dogmas polêmicos, do ponto vista do contexto da época, que fez com que disciminassem vários cismas  pelo mundo afora, como é o caso dos vétero-catolicos e as Igrejas Católicas Nacionais, fundadas por pessoas que não concordaram com as diretrizes conciliar, percebe-se que mesmo depois de meio século, as reflexões do CVII estão mais vivas do que nunca e ainda influencia gerações pelo mundo a fora.
Em entrevista, Maria Voce, a substituta de Chiara Lubich do movimento dos focolares foi incisiva em seus posicionamentos quanto à teologia feminista, ao modernismo e a possibilidade de um III Concílio. Abaixo colocaremos o link para que você possa ler na ítegra esse riquissimo relato de quem tem competencia para o fazer.
 
Marco Politi pediu que Voce apoiasse a proposta do cardeal Martini de organizar uma espécie de concílio Vaticano III, que, a seu ver, poderia resolver muitos problemas da Igreja.
Maria Voce observou que, antes de pensarem um Vaticano III, "ainda temos muito a viver e realizar do extraordinário patrimônio do Vaticano II".
Para a presidente dos Focolares, "a questão não é reunir de novo todos os bispos em Roma (...). O que é necessário é mais trabalho nas conferências episcopais, com sínodos locais, para concretizar a real recepção do concílio Vaticano II".
Politi e Scaraffia tentaram mover a presidente dos Focolares para posições diferentes, mas ela, com graça e bondade, mostrou toda a sua liberdade e originalidade, a grandeza de uma mulher que não tem receios.
Maria Voce afirmou, em dado momento: "Nós não precisamos ter medo, porque é Deus quem faz a história".
 
Dessa forma, nós do Cantina Literária, queremos contribuir para  somar com os conceitos que vamos adiquirindo no decorrrer de nossa tragetória de estudos, desse que sem dúvidas, foi o Sínodo que mudou a tragetória de Igreja, que estava condenada historicamente ao descaso Vale ressaltar que devemos colocar à prova pelo método da árvore, como sugere o evangélho de Jesus Cristo; A verdadeira árvore se conhece pelos frutos. Não seria necessaria essa ánalise se partíssemos do pressuposto de que não só o Concílio Vaticano II, mas todas as ações da Igreja rumo a história são conduzidas pelo Espirito Santo, logo, esse Espirito não deixaria que as más inclinações viessem a jogar por terra todo o trabalho de evangelização. Apesar de alguns rumores de cismas que têm ressoado entre nas paredes da cátedra de Pedro, de alguns ante-concíliares, vemos que os frutos de testemunho e unidade em contextualidade com o mundo atual é de longe maiores que os pontos negativos pontuados por grupos isolados. Ao longo desses 50 anos os fatos mostram que a arvore do Vaticano II fora uma envestida de Deus e regada pelas aguas da história. Caro leitor, pode ter certeza, Deus nunca erra!
Segue o link da entrevista de Maria Voce ao portal Zenit:
 
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