quarta-feira, 25 de maio de 2011

Homofobia uma lei por trás de outra




(esse post trata-se de uma correspondencia a um amigo, que é claro não citarei o nome, terá um nome fictício. Teófilo quer dizer amigo de Deus)

Meu amigo e estimado Teófilo
A paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Amor do Pai e a Comunhão do Espírito Santo



Eu não respondi nenhum dos emails que recebi a cerca dessa discussão sobre a nova lei que está sendo tramitada pelos nossos representantes nas câmaras, talvez por falta de tempo, ou talvez querendo me manter um pouco longe das polémicas. Quando recebi um email, dizendo que essas manifestações tipo; “’O Brasil cristão é contra o PLC 122/2006’ não deixa o povo pensar e manipula as consciências”, eu fiquei pensando no meu papel como educador e sobretudo como educador da fé, que por ventura o Senhor também o é. Será que um padre quando sobe a um púlpito está manipulando consciências ou alertando o povo? Da mesma forma, o professor, como é o meu caso, está manipulando os alunos ou formando cidadãos? Vejo que quem historicamente, faz o papel de manipulador da sociedade continua sendo a mídia televisiva e a política, com uma prepotência que quase ninguém tem coragem de contestar, e quando contesta é tido por eles como inimigos da modernidade. Me parece ser o caso dessa lei contra homofobia. Repare que somente quem está tendo espaço na grande midia para expor suas idéias são os eufóricos e acalorados que marcham a favor. Por outro lado, pessoas também inteligentes que se colocam para ajudar no debate, são vetados, só por demonstrarem sua opinião contrária.



Uma coisa é respeitarmos, (não espancar, não matar, não colocar fogo, não praticar bulling e etc.) o homossexual (isso é homofobia) como cidadão, e no nosso caso, como cristãos que somos, vamos mais alem, não só devemos respeitar, como também amar, acolher e apresenta-lo a proposta de salvação do Cristo, que como São Pedro afirmou em seu primeiro discurso pelo poder do Espirito Santo em Atos dos Apóstolos é direito de todos. Outra coisa é aceitar que os mesmos sejam evidenciados, ou tenham algum beneficio na lei que outros não têm, devido a uma legislação brasileira precária, que quase sempre privilegia ao que possui mais poder, e imponha a nós e nossos filhos uma cultura de apologia a um certo tipo de comportamento, que até então tínhamos o direito de discordar e não querer o mesmo para os meus filhos.
Nas escolas estamos proibidos de dizer que somos cristãos em sala de aula, nenhuma disciplina pode mais citar o nome de Jesus, mesmo sendo dentro de um contexto de literatura, por outro lado somos ridicularizados, quando o assunto é "a história do Brasil". Eu fui professor de ensino religioso por um tempo e a escola me apresentou a grade curricular de atividades, nessas eu poderia citar todas as religiões e manifestações de pensamento, exceto Jesus Cristo, (Buda, Alá, Maomé, Alan Kardec, mas Jesus não) e agora esses mesmos professores de "religião" serão obrigados ( de acordo com os PCNs ‘Parâmetros Curriculares Nacionais’) a passar filmes e documentários que contenham cenas de relações homossexuais, fotos e apologia a homossexualidade, além de distribuir o Kit Gay, com a desculpa de querer eliminar do ambiente escolar os bullings vividos pelos alunos que se descobrem nessa situação.

Nesse mesmo email foi citado o texto da CNBB, talvés para dar um tom de autoridade, que aliais, é um texto belíssimo e muito esclarecedor, nesse texto os bispos reiteram que o casal homem e mulher é a estrutura de família proposta pelas escrituras e deve ser conservado. Recebi um e-mail de um Pastor e deputado federal muito conhecido, Marco Feliciano, dizendo a seus “followers” que nenhuma denominação evangélica se mostrou tão abertamente contra essa lei como a CNBB, que é representante dos católicos, neste contexto ele convidava aos lideres evangélicos que tivessem a mesma postura.

Uma igreja evangélica, resolveu colocar uma placa em frente a sede que citava os dizeres bíblicos; " E Deus criou o homem e a mulher ( livro de geneses)". Quando um grupo de manifestantes passaram pelo local, apedrejavam, rasgavam, cuspiam na placa, com atos violentos de vandalismo. Parece nítido que não é uma manifestação simples de uma aprovação de uma lei, me parece que querem calar o evangelho, e as escrituras. Se isso for aprovado, a próxima investida será para que sejam queimadas todas as bíblias cristãs.

Vejo essas manifestações contra a lei 122/2006 com bons olhos, pelo menos o povo está tendo voz, essa lei pode até chegar a ser aprovada, como eu acredito que vá, mas pelo menos dessa vez não será debaixo dos panos, como as câmaras têm o costume de fazer (enquanto o povo pulava Carnaval, a lei contra o décimo terceiro estava sendo aprovada). Se não tem espaço na grande midia para que coloquem as opiniões contrarias,  o povo reagi e demonstra pelo meio democrático que é a Internet, que nem todo todo mundo que pensa como essa minoria. Nesse caso, estimado Teófilo, o fenómeno das novas mídias, chamadas, mídias emergentes (MARCUSCHI, 2000) que é o caso da Internet, tem um papel fundamental, de dar voz e vez a quem nunca teve oportunidade de se expressar.



Deus abençoe o Senhor, o Amor de Cristo nos uniu

Um abraço fraterno







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