quinta-feira, 7 de maio de 2009

As mães, queridas mães!

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Agora é que percebo que na maioria das vezes em que fui amamentado, eu dormia, e não calculava o quanto minha mãe se esforçava em cumprir tal tarefa.
Que toda vez que eu chorava nas madrugadas tirando o sono de minha mãe, estava tão amedrontado por causa do escuro, que nem pensava que talvez ela quisesse dormir. E que na hora do banho ou de ser trocado, estava tão entretido com o barulho da água e o chacoalhar de um brinquedo que nem notava seu sorriso estonteante.
Agora é que percebo o quanto foi difícil para ela soltar meus braços quando eu começava a dar passos e o quanto ela chorou quando caí da primeira vez. E que nas minhas “papinhas” de feijão, eu estava tão ocupado em fazer carinha feia, que nem percebi que ela torcia por mim.
Agora é que percebo que todas as vezes que ela me deixava em lágrimas no portão da escola, só o fazia por que sabia (mesmo sendo analfabeta), que aquilo era o melhor para mim. E quando me machucava ela passava mercúrio, que ardia tanto... mais logo sarava.
Agora é que percebo o porquê dela não dormir enquanto eu não chegasse das festas e noitadas, e o quanto foi estranho a expressão do seu rosto quando me apaixonei, se torcia de ciúmes, ao mesmo tempo se alegrava por eu ter crescido.
Hoje eu percebo que ela já me amava, desde o momento em que eu era apenas uma hipótese, quando eu era apenas um talvez ela já me amava como se eu fosse a maior das certezas, e mesmo quando viu que eu não era nem um terço do que ela sonhou, ela continua me amando.

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Claudio Roberto da Silva
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