segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009


Súplica de um penitente


Hoje, fazendo uma profunda reflexão sobre amizades
E algumas em especial, que me são caríssimas,
Cheguei a uma triste conclusão,
Se é que eu posso denominá-la assim.
Descobri que mesmo acreditando o contrário
Eu não sou PROFETA,
Me desculpe se alguém se assustou,
Talvez no final do texto entenda o que quero realmente dizer.

Muitas vezes, prefiro manter uma boa amizade
Que talvez dizê-la uma verdade,
Que sei que não a quer ouvir.

Muitas dessas vezes,
Meu coração arde e treme,
Mas sei que o que incomoda-me,
E quase me solta a 'goela'
Há de distanciá-lo de mim

Daí, fico preso entre o dividendo e o subtraendo.
E devido ao produto final tenho optado pelo silêncio,
Talvez aí esteja a mácula de meu pecado.

E a distancia? (...)
Essa que me destrói a alma!
E corrói meu peito.
Torna-se meu martírio do getssêmane

Nessas horas eu fujo como um caniço ao balar do vento.
Minha presença não é uma conivência,
É tudo por não suportar a ausência de um amigo,
Mesmo que me entregue ao silêncio
E me roube às palavras.

Meu mestre me disse um dia,
Partilhando a sua angustia,
Que digo sem pretensão... Era também a minha,
Ele disse:
"Um profeta não é querido em sua cidade,
em meio aos seus"

Se não mereço a indigência
Por não ser profeta
Talvez me valha o céu
Por ter amigos
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