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LITRO DE LETRAS

       NUM LI        TRO DE      LEITE HA   VIAM GOTAS  DE LETRAS SOL- TAS LETRAS VIV- AS E SOLTAS MAS SOMENTE LETRAS GRANDES E SEMI- DEUSAS QUE DAN- ÇAVAM E BALANÇ- AVAM EM CONSTA- NTE COMUNICAÇÃO
. Tributo aos anos 80 Anos 8o, Onde se escondera? Com seus gritos de liberdade E insultos de palavrões? Onde estão seus Ultrajes Por onde andam suas Camisa’s E Os inimigos do rei? Agora de mãos atadas Estamos nós... Nenhum de nós! não mais temos os gritos dos movimetos rock brasil, mag beat, Num cenário atual de ausência de massa encefálica Desperta a Ira de quem ainda espera boa música Como não chorar luto nacional E esperar por novas Casias Renatos, Raul’s e Casuzas. Lobão! Lobão, onde estão vossas pegadas! E afiados dentes predatórios. Leo, Rithi, Boy... Sentimos falta de suas poesias de condomínio Por favor, apareçam! Se não para cantar Pelo menos para nos ajudar a suportar Tantos lixos comerciais Que hoje se resume em barulhos Descontextualizados. Anos 80, Charrete que perdeu o condutor E embarcaram no trem da história, Ou será que se tornaram adultos de mais para pensar Que a vida não precisa mais uma boa diversão? .

Sonâmbulos humanos

. . Andando pela praça Primeiro de maio me deparo com um boneco prateado que fazendo movimentos chamava a atenção do público atônito que o acompanhava Logo percebo que se tratava de um humano Ser humano em busca do pão de cada dia Em seguida seguindo meus passos vejo outros tantos corpos transeuntes pedintes, prostitutas, trabalhadores e anônimos todos num mesmo lugar numa mesma hora e em busca de um mesmo pão Sonâmbulos humanos, prateados ou não que se diferem apenas na busca do 'comer' Uns que, sentados comem o pão de misérias alguns que labutam por encontrá-lo e outros poucos que se encontrando na arte, e no pão que se mastiga, alimentam a arte e o viver Sonâmbulos humanos, prateados ou não...
... Derrepente a vida coloca tudo a nosso favor, as flores do campo e o céu azul, e tudo se torna claro, tão claro que ficamos a nos indagar, Por que o ontem me pareceu tão escuro?
. A justiça é quase sempre injusta alem de cega, sedentária e retardada É cega como a uma meretriz de olhos vendados a escolher amores é sedentária como um obeso à selecionar canais em sua tevê de plasma É retardada como um vizionário que espera milagres e injusta por justa causa... .
"Sucesso de bilheteria, o Brasil em peso assistindo..."

As mães, queridas mães!

. . Agora é que percebo que na maioria das vezes em que fui amamentado, eu dormia, e não calculava o quanto minha mãe se esforçava em cumprir tal tarefa. Que toda vez que eu chorava nas madrugadas tirando o sono de minha mãe, estava tão amedrontado por causa do escuro, que nem pensava que talvez ela quisesse dormir. E que na hora do banho ou de ser trocado, estava tão entretido com o barulho da água e o chacoalhar de um brinquedo que nem notava seu sorriso estonteante. Agora é que percebo o quanto foi difícil para ela soltar meus braços quando eu começava a dar passos e o quanto ela chorou quando caí da primeira vez. E que nas minhas “papinhas” de feijão, eu estava tão ocupado em fazer carinha feia, que nem percebi que ela torcia por mim. Agora é que percebo que todas as vezes que ela me deixava em lágrimas no portão da escola, só o fazia por que sabia (mesmo sendo analfabeta), que aquilo era o melhor para mim. E quando me machucava ela passava mercúrio, que ardia tanto... mais logo sa...